Monday, December 25, 2006

"Você é crente?"

Pórra! Voltei. Para os ávidos leitores da nossa página, queria me desculpar pelos meus meses de sumiço, mas a depressão era forte demais para escrever aqui. Cai na miséria, perdi todo meu capital, tomei um pé na bunda e como se não bastasse, meu computador pifou, ficando eu sem Youtube. Daí foi impossível eu não entrar numa depressão sinistríssima! Mas a miséria chegou ao seu fim, o computador foi pro conserto, o roxo na bunda já sumiu e pra melhorar, estou trabalhando numa LAN, onde eu recebo pra ficar escrevendo merda aqui. Dadas as devidas explicações, vamos direto ao assunto, ao que realmente importa. A calúnia. Gostaria de falar hoje sobre os crentes e o seu comportamento perante os não crentes.

Bom, pelo que tenho notado, por enquanto, a maioria dos nossos leitores são crentes. Adventistas em sua maioria. Enquanto não conquistamos o mundo com esta nossa página, vamos crescendo com os crentes mesmo. Hoje vou contar a história do meu amigo Tsunami. Sim, esse é o codinome da criança. Ele caluniou de tal forma, que mereceu ter sua história relatada aqui.

Normalmente, quando um amigo da faculdade descrente, por exemplo, pergunta se o crente é crente, as reações mais comuns são:

1- Confirmação convicta - Como um crente exemplar, a pessoa confirma que é crente, sem nenhuma vergonha, inclusive dando um belo testemunho, tentando já converter o amigo.
2- Confirmação tímida - A pessoa não sabe lidar com esse tipo de pergunta, fica sem jeito no meio dos amigos não crentes, e afirma quase chorando, "sim, eu sou crente!". E sai correndo.
3- Confirmação com ressalvas - Sim, a pessoa confirma sua convicção religiosa, porém sente até vergonha de assumir, de tão sujo que é seu histórico perante o inquisidor, afirmando que ele não é um bom exemplo, que é da banda podre.
4- Negação convicta - Assim como Pedro, ao cantar do galo, a pessoa nega sem dó. "Crente, eu? Não, engano!".

Diria que um calunioso se enquadra nas duas últimas. Meu amigo Tsunami, mais especificamente, enquadrou-se na última.

Churrasco do pessoal do cursinho do Tsunami. Papo animado, tudo certo, quando alguém lança a pergunta na roda:


"Po, mermão, cadê o Paulão?"
"Ihhh, nem pôde vir. Deve ter ficado em casa tomando um suquinho de laranja."
"HAHAHAHHAHHA"
"HAHAHAHAHHA", riu Tsunami.
"Pois é, Paulão não bebe!"
"É, ele é crente. Acho que é adventista ou uma parada dessas"
"É, to ligado. É daquela religião onde neguinho num bebe, num fuma e num fodi!!! HAHAHAHHAHA!"
"HAHAHAHHAH", riram todos, inclusive Tsunami.
"Ae, Tsunami, tu não era de uma religião dessas? Não tinha uma parada dessas na tua família?"
"É, tenho um tio que é desse bagulho(adventista) ai.", sendo que a família é praticamente toda adventista.
"Hmmm..."
"É, e meu pai também admira essas paradas...", prosseguiu Tsunami.
"TEU PAI É ADVENTISTA?", e subitamente o clima ficou sério na roda.
"É, ele admira essas paradas. É uma filosofia interessante."
"Hmmm...", silêncio na roda.

E finalmente chega um bebum abraçando todo mundo na roda, salvando o que poderia se tornar um momento de negação até a morte:
"AEEE...VAMO BEBÊ PORRAAAAA!!!"
"AEEEEEEEEEEEEEEEE!"
E todos saíram pulando, alegres.

Diria que ele foi calunioso, vindo com esse papo de meu pai ADMIRA, meu tio...filosofia interessante, blablabla...Praticamente o safado tirou sarro junto! Mas diria também que esse tá com o pé no inferno. Enfim, não recomendo que ninguém negue. Assuma, dê o exemplo. Mas se você realmente for optar pela opção NEGAR, faça como o Tsunami, negue direito, serviço completo, xingue os crentes, faça piada e queime com força no quinto dos infernos. Um bom natal a todos, afinal, os caluniosos estão de volta. E claro, boas entradas!

10 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Calunioso?!?!?!?!?!?!? O cara deu sorte... se a pinga não falasse mais alto, o disfarce do Tsunami teria caído por terra e ele teria que assumir que era crente.

10:04 AM  
Anonymous Anonymous said...

Mais cedo ou mais tarde ele vai ter que assumir. Ou deixar de ser crente..

8:53 PM  
Anonymous Anonymous said...

hihuaiuhaiuhaiuahiauhaiuaiua...

eh jito... agora a paergunta q nao ker calar... em qual das hispoteses, vc calunioso, se enquandraria se questionado com relaçao a sua crença???

ui ui uiii.... haiuhaiuahiuahia....

como sempre... show di bolaaa!!!

bjusssssssss!!! feliz ano novo!!!

11:11 PM  
Blogger Felipe™ said...

Achei péssimo. Calúnia tá virando sinônimo de mentira baixa, de covardia, medo, falta de coragem, algo assim. Pra mim calúnia é malandragem, esperteza, sagacidade, sem apelação. Não foi o que aconteceu.

11:20 AM  
Anonymous Anonymous said...

pronto, levou pro pessoal hahahaha

7:03 PM  
Anonymous Anonymous said...

A calúnia é algo tão calunioso, que muda de significado diariamente. E mais calunioso ainda são vocês, que tentam ensinar aos fundadores do clube de calúnia, o que deve ser calúnia...quem disse que todos os caluniosos são profissionais dignos, que honram a camisa? Tem sim, os caluniosos de terceira categoria, como foi o caso do Tsunami. Hahahhahaah...ainda assim mantém a mesma opinião, Felipe?

7:06 PM  
Anonymous Anonymous said...

Ainda assim, assumo que posso ter desviado um pouco o foco da calúnia ideal, à que todos devemos almejar.

7:08 PM  
Anonymous Anonymous said...

É isso mermoooooooooo, falou bonito Jupará, eu realmente não esperava uma resposta tão engenhosa, e caluniosa, não dei pano pra manga pq sei que o Felipe é do tipo que vai defender a opinião dele mesmo estando errado, então preparem-se que ele vem no próximo post com uma enciclopédia! auheuaheauehaueh

7:11 PM  
Blogger Felipe™ said...

Continuo concordando com o Cidley. Pra mim isso não foi calúnia, foi sorte. Que mérito o cara teve?

4:02 PM  
Anonymous Anonymous said...

a questão não e a calúnia ou a sorte! Vcs ainda não entederam a profundeza de alguns posts... Isso vai muito além de calúnia ou sorte!

7:52 AM  

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